ND do Pântano do Sul

ND do Pântano do Sul
A LUTA PELO PARQUE CONTINUA!

sábado, 3 de dezembro de 2016

REUNIÃO DE ENCERRAMENTO


Convidamos todos a participar de nossa última reunião a se realizar nesta 4a feira próxima, dia 07 de dezembro às 20h na EBM Dilma Lucia dos Santos.
PAUTA
Últimas notícias do processo do PDP :
Informes
Reuniões do NGM
Audiência Pública de apresentação do ante projeto do PDP a se realizar em dezembro
Conferência da Cidade
Entrega do ante projeto à Câmara

abraço 

Raquel

sábado, 29 de outubro de 2016

Procuradora do PFM dá ultimato à Prefeitura durante reunião do NGM


Ministério Público intervém n processo do Plano Diretor de Florianópolis

E mais uma vez, a prefeitura (a serviço dos empresários da construção civil) tentou deturpar as demandas de todos os distritos.

O IPUF publicou uma minuta do plano diretor em seu site para apreciação pública que deturpa descaradamente as propostas dos distritos, assim como ignora as leis ambientais, o que motivou a procuradora da República Ana Lúcia Hartmann, que apareceu de surpresa na última reunião do NGM, a afirmar: "não é justo que os núcleos distritais tenham de fazer agora o trabalho da limpeza dessa minuta que o Ipuf não fez".

A procuradora mostrou-se cansada e irritada com a postura e a procrastinação vergonhosas da prefeitura e IPUF entregou à superintendente, Vanessa Pereira, uma recomendação do MP, dando prazo de sete dias para que a prefeitura reescreva o texto do anteprojeto e prepare mapas legíveis e consistentes com as propostas dos distritos, bem como explique aquilo, que nessa minuta elaborada por eles, representa "proposta própria, que não saiu da população".

Além de colocar o IPUF e a PMF contra a parede, a recomendação do MPF deixou claro que caso o anteprojeto do Plano Diretor não seja entregue este ano, o prefeito Cesar Souza sofrerá um processo por improbidade administrativa.

Que novela!

A pressão continua!

PELO VOTO HIGIÊNICO NO SEGUNDO TURNO - GERT SCHINKE



Ou de como você poderá protestar diante de um governo federal de merda, um governo estadual de merda e um governo municipal de merda.

É desalentador ouvir ou assistir as boçalidades ditas e repetidas pelas chamadas ‘inserções gratuitas’ da propaganda eleitoral neste segundo turno em Florianópolis. É também óbvio que os ‘marketeiros’ se posicionam diante de um eleitorado que supõem ser composto majoritariamente por imbecis, ignorantes, totalmente despolitizados, o que se comprova mais uma vez com absoluta correção, infelizmente, para desalento diante da escolha que nos é oferecida.
A rigor, por parte de ambos os candidatos, Gean e Ângela, não há qualquer proposta que mexa estruturalmente com as questões centrais que mereceriam uma espécie de ‘tratamento de choque’ na cidade, pois ambos, originários de grupos políticos portadores das políticas públicas que geraram o atual ‘estado das coisas’. Em meio à cacofonia de vozes infantis e piadinhas, nada de novo.
Vide, por exemplo, a lambança que fizeram ao longo de mais de uma década com o processo do Plano Diretor, um dos exemplos mais execráveis possíveis de lidar com o Estatuto da Cidade, com a dimensão participativa dos cidadãos, com as perspectivas de planejamento urbano de longo prazo para a cidade.
Ângela Amin protelou o início do Plano Diretor, então já em seu segundo mandato, descumprindo o Estatudo da Cidade, e empurrou o processo para seu sucessor Dário Berger, do time do Gean, o qual somente iniciou o processo no meio do seu primeiro mandato, sob a guilhotina apontada pelo Ministério Público acenando com ‘improbidade administrativa’. Quando o processo de participação esquentou e revelou ser conflituoso com os interesses empresariais que sustentavam e ainda sustentam Dario Berger, este guilhotinou o processo extinguindo o Núcleo Gestor e contratou uma empresa para apresentar uma proposta ‘virtuosa’ de plano diretor. Um escárnio para com o Estatuto da Cidade. Retomado em 2010, teve a condução de Rodolfo Pinto da Luz, o atual vice da chapa de Ângela Amin. Na seqüência, ele protelou de tal forma o processo que empurrou a conclusão do mesmo para o colo de Cezar Souza Jr., governo do qual participou como Secretário da Educação. O atual alcaide, assim como os anteriores, também guilhotinou o processo em meados de 2013 e fez aprovar na Câmara Municipal um monstro sem pés nem cabeça que é a atual Lei 482, totalmente disforme para com as prioridades comunitárias estabelecidas no processo anterior, em 2007 e 2008. Amargou uma sentença judicial que o obrigou a retomar o processo e, pasme, ainda estamos a ver navios sobre um novo plano diretor para a cidade, passados mais de dez anos. Pior, impossível.
Ou seja, ambos os grupos políticos não exibem qualquer compromisso com o processo participativo, com transparência da coisa pública, com apreço à legislação em vigor. O mais interessante é notar a atitude de um outro ator, normalmente ‘esquecido’, que também deveria zelar pela aplicação do Estatuto da Cidade, o governo federal, através do Ministério das Cidades, que ignorou solenemente ao longo de todo esse tempo o que se passava em Florianópolis. Entende-se, pois os ministros foram todos indicados pelo PP, partido de Ângela Amin, durante os governos Lula e Dilma 1º, provocando uma ‘estranha cumplicidade’ entre o time lulo-petista e o time do Maluf&outros$picaretas, aqueles que juram ‘não ter conta nem dinheiro depositado no exterior’. Melhor qualificação que ‘governos federais de merda’, impossível.
Em meio ao entrevero local, de muita demagogia para produzir o ‘faz de conta’ de supostas diferenças na condução da coisa pública entre as quadrilhas políticas, que, em verdade só existem por força do rodízio dos cargos públicos a cada governo, assiste-se a vergonhosa condução das políticas de saneamento básico, cumplicidade que coloca nossa ‘higiênica’ CASAN, sob tutela do governo estadual, no centro do cenário do escárnio à cidadania. Neste caso, realmente estamos falando de merda pura, diga-se da mais pura merda, aliás.
Empresa citada e envolvida na Operação Lava Jato, em um imbróglio ainda pouco conhecido, pois abafado localmente, é claro, já deveria ter sido extinta há tempo. Ela contém de tudo o que de pior se apresenta na administração pública: cabide de cargos de confiança; direção equivocada na aplicação tecnológica do modelo que pratica; total obscuridade na prestação de contas dos seus feitos para a sociedade. Neste aspecto, aliás, recentemente a empresa inovou, ao alterar sua política de comunicação social, investindo pesadamente em ‘propaganda institucional’ e relações públicas, para delírio da grande mídia comercial, justo para melhorar sua imagem diante da população catarinense. Uma nova CASAN, por óbvio, terá que ser erguida por outro governo estadual, longe deste e dos anteriores que produziram o lúcifer para tratar da merda.
Para qualquer lado que você olhar naquilo que envolve a atuação dos poderes públicos, é inexorável se deparar com atitudes e serviços de merda. Parece que nada funciona. Porém, ‘tudo funciona perfeitamente bem’, se olharmos do ponto de vista dos interesses dos beneficiários deste estado de coisas: as empresas clientes do estado; os puxa-sacos pendurados nos cargos públicos, cujos salários estão bem acima da média nacional, diga-se de passagem, embora virtualmente pouco ou nada produzem; e, por fim, aqueles encastelados em seus condomínios de luxo, pouco se importam com as mazelas vividas pelo populacho do pão com ‘mortandela’, a turma habitue do champanhe e caviar no café da manhã.
Neste dia 30, portanto, dê um voto em prol da ‘higiene na política’, no protesto ao que está aí se maquiando de salvadores da pátria, quando em verdade são da farinha do mesmo saco, de dois times que mostraram e abusaram na governança anterior da cidade, como evidenciei apenas com os singelos exemplos acima. Haveria outras tantas razões a mais que nos mostrariam que o VOTO NULO é o voto mais coerente neste momento.
Meu voto é higiênico. No segundo turno em 2016 ele será NULO !!!

Floripa-Gotham-City, outubro de 2016
Gert Schinke
Membro titular no Núcleo Gestor Municipal do Plano Diretor Participativo desde 2006; presidente-executivo do INMMAR; autor dos livros ‘Ecoplamento’ e ‘O golpe da “reforma agrária”’

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

UMA TRAMA BEM URDIDA, MAS DESMANTELADA e a PROCRASTINAÇÃO DELIBERADA


A reunião do dia 28 de julho do Núcleo Gestor do Plano Diretor foi marcada por dois episódios que valem registro e atenção: o primeiro, referente à tentativa da PMF e setores alinhados com a especulação imobiliária em impedir que o NGM deliberasse uma recomendação de defeso para a cidade com a finalidade de evitar mais uma explosão de licenciamentos antes da aprovação do plano diretor, e o outro, referente à interesseira procrastinação da entrega do anteprojeto à Câmara, permitindo que ela aconteça durante o processo eleitoral!

Leia o texto abaixo para ficar ciente dos fatos!

UMA TRAMA BEM URDIDA, MAS DESMANTELADA
Toda vez que alguém propõe estabelecer algum tipo de restrição ao setor da construção em Florianópolis, ele reage imediatamente. Nem sempre, porém, consegue travar, ou ‘driblar’, o obstáculo que supostamente o afetaria. Na última reunião do Núcleo Gestor Municipal, em 28 de julho, entrou em pauta a questão do ‘defeso’, neste caso, entendido com mais restritivo em relação àquele que já havia sido aprovado em meses anteriores no colegiado, ao propor ao governo municipal e a Câmara Municipal que não mais se aprovassem alterações de zoneamento urbano até a promulgação do novo plano diretor, proposta, aliás, feita à época por quem escreve estas linhas, e aprovada por ampla maioria do plenário.
Desta feita, outra proposta, mais restritiva, que foi apresentada por uma representação do movimento ambientalista no Núcleo Gestor, e que sempre contou com o apoio de inúmeras representações de movimentos sociais e distritais nos anos anteriores, chegou à pauta depois que se derrubou uma trama urdida pelo IPUF, secretarias do governo municipal com representação no Núcleo Gestor, os representantes do setor da construção e seus aliados, entre os quais a diligente representação da OAB.

O roteiro da trama

O IPUF solicitou um parecer à Procuradoria Geral do Município sobre a oportunidade e/ou legitimidade de o Núcleo Gestor Municipal discutir e deliberar sobre a matéria ‘defeso’. O parecer, exarado por um procurador do município na véspera da reunião do Núcleo do dia 28, depois de tergiversar sobre o assunto longa, obliqua e recambulescamente, recomendou que a Presidência do Núcleo Gestor não devesse colocar em pauta o assunto, alegando se tratar de tema ‘não acolhido’ pelo Regimento Interno, embora ele diga claramente que é atribuição do colegiado ‘emitir recomendações sobre a revisão do Plano Diretor de Florianópolis’ (item III do Artigo 2º). E o que é senão ‘emitir recomendação’ a questão que se propôs discutir e aprovar no âmbito do colegiado?
Depois de lido ao plenário o parecer da Procuradoria do Município, seguiu-se a leitura de outro ‘parecer jurídico’, também feito na véspera, este exarado pela OAB local, a pedido do IPUR, entidade que também tem assento no colegiado, parecer que procurou chancelar o parecer do Procurador do Município, oferecendo-lhe um oportuno apoio de legitimidade. Ambos os pareceres, recomendaram, pois, que a Presidência não colocasse o tema em pauta para discussão e votação no colegiado. DISPARATE TOTAL !!! OBRAS DA PIOR ENGENHARIA JURÍDICA !!!

A reação da prefeitura e seus aliados da construção civil de hoje é semelhante aquela havida sobre este tema quando ele entrou em discussão nos idos de 2008, consumindo inúmeras horas de discussão no colegiado e que, ao final, teve votação e aprovação por ampla maioria, recomendando que a prefeitura suspendesse os licenciamentos de obras multifamiliares, atendo-se a uma série de requisitos, extensivo a toda a área do município. A coisa só não foi adiante porque houve a total suspensão dos trabalhos do Plano Diretor no início de 2009, 2º governo Dário Berger, o primeiro grande golpe ao processo participativo do PDP.

O porquê do DEFESO durante o PLANO DIRETOR

E por que razão se precisa de um ‘defeso’ (ou moratória) em licenciamentos de grandes obras durante o processo de elaboração e aprovação de um plano diretor? Justo para proteger as diretrizes deliberadas nas audiências públicas distritais que recomendaram inúmeros zoneamentos urbanos no atendimento a interesses coletivos das comunidades, por vezes ‘micro-zoneamentos’. Ao se licenciar um grande empreendimento lá onde a comunidade propôs fazer outra coisa, cria-se um conflito praticamente insanável com o ‘fato consumado’ da construção, obstaculizando a efetivação da diretriz aprovada, simples assim. E este processo (do licenciamento e eventuais obstáculos) é bem conhecido e manejado pelo setor da construção civil que, historicamente, tem nos órgãos de licenciamento da prefeitura e do estado seus maiores aliados locais. E sempre que se inicia um processo de revisão de uma plano diretor, o setor faz uma verdadeira corrida aos órgãos de licenciamento, insuflando ainda mais a especulação imobiliária que já é corrente e grande no sistema econômico atual e em cidades com características como Florianópolis, que tem sua imagem colada ao fenômeno.
Se, no entanto, fosse adotado algum ‘defeso’ de licenciamento no início de todo PDP, o setor da construção seria o maior defensor de concluí-lo o quanto antes, justo para dar seguimento a seus projetos posteriormente e na forma da nova lei com total ‘segurança jurídica’, comportamento que se esperava do setor já em 2008 quando da primeira discussão sobre o tema no Núcleo Gestor Municipal.
Diga-se de passagem, esta questão faz falta no Estatuto da Cidade, dispositivo que omitiu a moratória de licenciamentos quando iniciado o processo de revisão de um PD, pauta para algum deputado federal apresentar na Câmara dos Deputados.

Recaída autoritária

Voltando à reunião do dia 28 do Núcleo Gestor Municipal, numa infeliz recaída autoritária a presidente do colegiado propôs não apreciar a matéria valendo-se dos pareceres acima citados, mas, diante da reação negativa de inúmeras representações voltou atrás da sua despropositada atitude: primeiro colocou em votação o acolhimento dos pareceres jurídicos, os quais foram derrubados (não acolhidos) pelo plenário por ampla maioria, e depois colocou em votação a proposta da recomendação do ‘defeso amplo’, para obras de médio e grande porte, de natureza multifamiliar e na dimensão de todo território do município, proposta aprovada por 14 votos dentre os 22 presentes no plenário. Esta maioria no colegiado fez simplesmente valer o item III do Artigo 2º do Regimento Interno, citado anteriormente, garantindo a aprovação de uma recomendação aos poderes executivo e legislativo municipais, e, por óbvio, cabalmente sintonizada e intrínseca ao tema ‘Plano Diretor’.
Mais uma vez, reprisando eventos anteriormente vividos no âmbito do processo do PDP, houve uma verdadeira batalha política para se aprovar o que para muitos parece ser o óbvio e que, para outros, parece ser um obstáculo diante dos seus interesses econômicos, uma guerra sem fim que envolve as ambições e projetos de um pequeno setor da sociedade que não convive bem com limites (do mundo e das leis) e, acima de tudo, com os processos participativos democráticos. Agora a bola está com o prefeito e com a Câmara.

VENCEU A PROCRASTINAÇÃO DELIBERADA

Porém, ainda na mesma reunião do dia 28 esteve em pauta a votação do ‘cronograma’, revisão oportuna que a metodologia acolhia, tema sobre o qual haviam duas propostas na mesa: uma que propunha a entrega do anteprojeto do PDP na Câmara logo após o primeiro turno das eleições; e outra que propunha a entrega da peça após a última audiência pública municipal, prevista para o dia 17 de outubro. Tratava-se de uma diferença de prazo de redondos 15 dias entre uma e outra. Ao se iniciar a discussão sobre a metodologia desta retomada do processo no início do ano, esta representação defendeu a CELERIDADE do mesmo por via de uma proposta que estabelecia a entrega do anteprojeto em meados de julho ou justo nos dias atuais, início de agosto. A proposta foi vencida por outra que estabeleceu a entrega para meados de setembro. Com o andar a carruagem, novos fatores fizeram com que o cronograma originalmente aprovado ficasse bastante comprometido, incorrendo em franca procrastinação, parte deliberada, parte não deliberada.
A celeridade deste processo, clamada desde o início, reside em um fator ‘político’: a efetiva votação do PD até o final DESTE ANO, pauta para a atual legislatura e o atual prefeito, ambos os atores que aprovaram a lei ilegalmente em fins de 2013 e que, por força de sentença judicial, foram obrigados a retomá-la, agora em meio a um ambiente de imenso desgaste por parte de todos os envolvidos. São, portanto, os atuais atores políticos que devem resolver o problema e não empurrá-lo para a próxima gestão, sobre a qual nada se pode saber, se melhor ou ainda pior que a atual no quesito ‘planejamento urbano’. Nesta votação no dia 28.07, sobre a revisão do cronograma, as representações ligadas ao vereador do PT local se aliaram à Prefeitura e aos setores empresariais aprovando a entrega da peça para fins de outubro, aumentando o grau de incerteza sobre a tramitação na Câmara. Nos bastidores, no entanto, já se escutam vozes propondo deixar, ‘de qualquer maneira’, para a próxima gestão a aprovação do novo PDP, proposta, diga-se de passagem, não poderia ser mais irresponsável, provocando total desastre para a cidade e cabal frustração à democracia participativa. Ela faz uma aposta num buraco negro, no ‘quanto pior melhor’. Deixará novamente a cidade à mercê da especulação imobiliária, à mercê da pior politicagem, paisagem de total incerteza e insegurança jurídica. Uma verdadeira PATIFARIA !!!! Mas, no Brasil da olimPIADA, tudo parece possível... E tudo isto, justo quando se pretende ‘moralizar’ a política nacional, renovando os representantes nos poderes legislativos e executivos com vistas a evitar situações nas quais se tenha que apelar para o Judiciário resolver o que eles ‘estragam’. Nem a vassoura do Jânio Quadros daria conta do recado...
Florianópolis, 05 de agosto de 2016
Gert Schinke
Representante Titular do ND do Pântano do Sul no NGM

Seminário de Capacidade de Suporte- PDP

Seminário de Capacidade de Suporte que ocorrerá no dia 06 de agosto, sábado.

Local: Plenarinho da Reitoria da UDESC - Av. Madre Benvenuta, 2007
Horário: A partir das 8h30

sábado, 16 de julho de 2016

OS VÍDEOS DAS APs NA ÍNTEGRA NO YOUTUBE!

O ND do Pântano do Sul, assim como o do Campeche não perderam NEM UMA Audiência Pública!!!!
Confira as APs no youtube! E lembrando que, mais duas APs para o Distrito Sede, além das já realizadas, deverão acontecer!

1a AP- Campeche

Gravação da Rádio Campeche
https://www.youtube.com/watch?v=AI3kOttHZaY&spfreload=5
Gravação do IPUF
https://www.youtube.com/watch?v=TnfJJf816do


2a AP Pântano do Sul
https://www.youtube.com/watch?v=k6U1nSZsUrA

3a AP Canasvieiras
https://www.youtube.com/watch?v=IZEtY4d9amw

4a AP Rio Vermelho
https://www.youtube.com/watch?v=rH90mOQHROc

5a AP Cachoeira do Bom Jesus
https://www.youtube.com/watch?v=aczqqssB2Cs
6a AP Lagoa da Conceição
https://www.youtube.com/watch?v=W_JHWzLEyB8

7a Barra da Lagoa
https://www.youtube.com/watch?v=QPZujIt7VrM

8a AP Ingleses
https://www.youtube.com/watch?v=nFFyqsYL7Es

9a AP Sede Continente
https://www.youtube.com/watch?v=AcP6kiGuV3o

10a AP Ratones
https://www.youtube.com/watch?v=BZXE1qWQ7vA

11a AP Sede Insular
https://www.youtube.com/watch?v=5_UjGH-MfP4

12a AP Santo Antonio de Lisboa
https://www.youtube.com/watch?v=axJBhNj0xng

13a AP Ribeirão da Ilha
https://www.youtube.com/watch?v=KILNSIUq0os

sábado, 4 de junho de 2016

ENXERTO INOCENTE- PEGOS NO FLAGRA!

SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS

O título do filme holywoodiano, que retrata um escândalo na alta cúpula da igreja católica nos EUA, bem poderia ser aplicado para uma trama que foi mancomunada na alta administração da Prefeitura da Florianópolis, no âmbito da retomada do Plano Diretor.
Trata-se do 'enxerto', agora denunciado, de uma agente altamente comprometido com os interesses das empresas de construção do município DENTRO DO QUADRO DE PESSOAL que executa a gestão das audiências públicas ora em andamento por força de uma decisão judicial, a exemplo da realizada no distrito do Pântano do Sul, no dia 24 de maio, como reportamos em mensagens passadas. Até o presente momento foram realizadas quatro audiências distritais. Restam, portanto, mais nove, contando com as duas municipais ao final.
Sob o pretexto de fazer uma espécie de cerimonial e 'ajudar' na execução destas audiências públicas, como exercício de memória, agora em andamento em face à denúncia apresentada em fins de 2013 por um pequeno grupo de representantes do então ex-núcleo gestor municipal ao MPF-SC, alegando o descumprimento do Estatuto da Cidade, a prefeitura contratou, por sua própria decisão, uma empresa de assessoria, sob a alegação de que não dispõe de pessoas suficientes e qualificadas em seus quadros para executar a tarefa 'a contento'. A tal empresa contratada sub-contratou os serviços de um advogado para cumprir o papel de 'mediador' nas audiências públicas, pessoa que vimos na audiência do Pântano do Sul sentada na mesa ao lado da Superintendente, assim como nas demais três audiências distritais até agora realizadas.
Trata-se do advogado Pedro de Menezes Niebuhr, sócio de uma das maiores bancas de advocacia de Santa Catarina (de todo o estado, pasme), que atende dentre centenas de clientes, as maiores construtoras de Florianópolis e região. Entre elas podemos listar: Cota Engenharia, Magno Martins, Koerich e Porto Bello, dentre outras, todas elas com enormes investimentos já realizados na cidade, e ainda por realizar, em seus incontáveis territórios amealhados na ilha e continente ao longo das últimas décadas. Os capitais que movimentam e que estão na mira destas empresas não são de milhares de reais, mas são milhões e bilhões de reais.
Na posição de mediador de todas as audiências, o cito advogado dispõe de informação altamente privilegiada, ainda que alegue estar momentaneamente licenciado da sua banca. Mas não impedido de usar telefone, cartão, watsupp, twiter, etc... Nas audiências aparecem todos os interesses dos mais diversos setores, um verdadeiro 'tesouro' de informações para um advogado que está ligado profissionalmente a uma banca que defende ações judiciais de grandes construtoras, além de inúmeros casos de grandes devedores do município. Evidencia-se absoluto CONFLITO DE INTERESSES, uma vez que qualquer mediador deve ser uma pessoa absolutamente neutra em relação às partes em conflito. Quando em conflito, é claro. Do contrário, não haveria sequer necessidade de 'mediador'. E de fato parece haver muito pouco, curiosamente, pois estas audiências públicas sequer deliberativas são, mas tão somente 'consultivas', mera espaço de acolhida de propostas das comunidades e núcleos distritais que, mais adiante, o IPUF incorporará ou rejeitará no anteprojeto que enviará para a Câmara Municipal.
Essa trama holiwoodiana foi revelada pelo nosso representante distrital titular, Gert Schinke, na última reunião do Núcleo Gestor Municipal, realizada na noite do dia 2, quinta-feira passada, no plenarinho da Câmara Municipal, e provocou a decisão por parte do colegiado de afastar imediatamente ESTA pessoa da função de mediador, ficando o IPUF com a incumbência de substituí-lo ou mesmo deixar de preencher a vaga, conforme sua avaliação.
A votação no âmbito do Núcleo Gestor Municipal: 14 votos a favor da remoção DESTE mediador, seis votos de abstenção (todos da prefeitura), e somente um contrário, acabou revelando algo extremamente curioso, um 'detalhe' nada desprezível: o único voto contrário ao afastamento do advogado/mediador foi dado pelo representante do SINDUSCON, o que sugere uma espécie de 'auto-delação' na trama (não 'premiada' neste caso), fazendo uma analogia com a Operação Lava Jato. Aliás, por falar em Lava Jato, sempre alertamos as pessoas para ajudarem a vigiar o 'caminho das malas' no decorrer deste processo local, que, em face a trama agora revelada, mostra mais uma vez que o setor empresarial da construção civil, da hotelaria e do comércio fizeram e, possivelmente, ainda farão de tudo para influenciar diretamente sobre o quadro de pessoal do IPUF e da alta administração do município, com vistas a conseguir vantagens setoriais na versão final do anteoprojeto do PDP, em sua votação e posterior aplicação de vetos por parte do prefeito. Vetos, é claro, caso não aprovadas as propostas coletivas dos distritos e a maioria dos vereadores se comporte novamente como se comportou em fins de 2013, um vexame dos mais vergonhosos na história recente da cidade.
Como se vê, a trama de 'spotlight' não se passa nos EUA, mas em plena Floripa-Gotham-City, para escarnio da cidadania, transparência da coisa pública e zelo pelas legislações que temos para nos assegurar um futuro melhor de viver.
Nós, do ND do Pântano do Sul, acreditamos que a prefeitura não ousará desafiar o bom senso que a situação remete, não desafiará mais uma vez o Estatuto da Cidade e acabará por acatar a decisão do Núcleo Gestor Municipal, soberana e absolutamente legítima, tomada na noite do dia 2.
Assim esperamos concluir esta difícil etapa de FINALIZAÇÃO DO PDP, que para nós tem sido altamente penosa e desgastante, PDP este que foi SABOTADO ao longo de dez anos continuamente por estas forças que agiram sorrateiramente junto às várias administrações municipais em atendimento única e exclusivamente aos interesses do setor da construção civil, da hotelaria e do comércio junto com seus parceiros políticos e econômicos.
Ajude-nos a repor aquilo que nos tiraram e saloparam em fins de 2013.
Sim, nós podemos !!!!

4 de maio de 2016, ND do Pântano do Sul do PDP